300 leituras
Sexta, 20 de Novembro de 2009 | 20:49 UTC-3 | | Sem comentários
Por Edson Vidigal
No filme sobre os principais capítulos da sua vida, Lula Um Filho do Brasil, há um momento em que ele vira-se para Marisa e diz – adoro mulher nervosa.
O filme dirigido por Bruno Barreto já navega em polêmicas – custou muito dinheiro, dizem uns. É propaganda eleitoral escancarada, falam outros.
Propaganda eleitoral, como? Se o PT nem aparece? Argumentam os petistas. É verdade.
A ênfase do filme é a trajetória de uma mãe, Eurídice mais conhecida como Dona Lindu, e de sua relação amorosa e sofrida com os filhos, um dos quais é o Lula.
No roteiro, a história começa com a saída da família de Caetés, interior de Pernambuco, num pau de arara para encontrar Evaristo, em Santos, São Paulo. Em lá chegando, Dona Lindu descobre que o marido já tem outra mulher.
Lula me contou uma vez que a relação rompeu de vez quando Evaristo, bêbado, sacou do cinturão para lhe aplicar uma surra.
Lula e Frei Chico, seu irmão mais velho, tomavam conta de um barco do pai e o deixaram escapar. O irmão mais velho agüentou a surra.
Mas quando Evaristo partiu para Lula, o menor e mais franzino, Dona Lindu avançou, arrebatou o filho e daquele dia em diante ela não quis mais saber dele.
O filme termina quando Lula sai da prisão política, no Governo Sarney, para assistir ao enterro da sua mãe. Há um corte brusco. Na seqüencia, as cenas das suas duas posses como Presidente da Republica.
Emotivo e muito agarrado à figura materna, Lula seria grato a Sarney até hoje por ter lhe permitido deixar a prisão escoltado por policiais disfarçados para ir ao cemitério assistir ao sepultamento de sua mãe, Dona Lindu, uma mulher forte e uma mãe exemplar.
Daí a fonte e os abusos desse poder todo do atual Presidente do Senado e, por via de conseqüência, as crueldades da oligarquia decadente em terras do Maranhão.
Lula e Dilma não foram à sessão de estréia do filme no Festival de Brasília. Marisa foi e, segundo Lula, pela maneira com que ela o tratou na volta deve ter gostado muito.
Fonte: http://www.edsonvidigal.com/2009/11/preferencia.html
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