108 leituras
Quinta, 17 de Setembro de 2009 | 19:30 UTC-3 | | Sem comentários
Há perigos no que escondes e revelas,
e monstros que arrasam o coração,
nos arrancam da realidade, e então
dissolvem-nos qual fôssemos aquarelas
Se fugirmos decerto nos encontrarão,
pois paisagens nos negam asilo nelas;
mas enquanto tua esperança esfacelas
farei somente por ti, revolução
Minha mão, mão de teu pai, então liberta
e luta e grita e, rindo, diz não, avança
te estende flores e a vitória então é certa
Mais perigoso que qualquer monstro que te alcança
talvez seja o meu abraço que te aperta
pra que não te afastes de mim jamais, criança!
(1994)
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