Você traiu o movimento, mano. #mac

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Friday, July 03, 2009 | 14:46 UTC-3 | | 1 comment

by Humberto Massa @massa0000 (Is it you? Click to confirm)

Na teoria, eu sou um adepto do software livre. Concordo com o argumento do RMS de que o software proprietário é uma espécie de “scam”, onde você acaba vendendo (caro) uma coisa que não tem valor (a cópia do software) e depreciando aquilo que realmente deveria ter valor (o trabalho de criar software – que, diga-se de passagem, é o meu trabalho e que eu gostaria de ver valorizado). Na prática, eu não tenho problema em utilizar os “device drivers” da nVidia, ou ter um telefone da Apple. E agora, eu tenho um micro da Apple, com sistema operacional proprietário e tudo mais.

Vale dizer que eu sou usuário Linux desde tempos atrás, e que eu “vi a luz” do software livre lá para o final da década passada. Desde então, todos os meus desktops vem sendo Linux e, mesmo durante os árduos tempos do KDE 3.0, eu submeti minha família a esse ambiente também. A Ivana, que não é uma usuária técnica, só percebeu a mudança quando os vírus que ela recebia por e-mail recusaram-se a funcionar. O Lucas, que já nasceu nesse ambiente, só veio a ver uma máquina com Windows há uns dois anos, quando eu tive que dar um jeito para que ele pudesse jogar Spore e The Sims...

Meu desktop é um Core2duo, no qual eu tenho o Kubuntu instalado. Eu gosto do KDE porque aprecio a liberdade de poder configurar os pormenores da minha interação com o ambiente operacional, deixando-o mais eficiente para mim. No meu desktop, normalmente existem dois terminais virtuais rodando – um para mim e outro (com as configurações “parecidas” com o XP) para o restante da família.

Mas vamos falar do Mac ou, melhor ainda, do MacOSX. Comprei, então, há algumas semanas um MacBook branquinho (foi o que se pode arranjar $$$). O micro é excelente, embora tenha um “markup” de quase 40% sobre o equivalente Dell, Toshiba, ou HP. O MacOSX arranca (ou “boota”) rapidinho – uns 20 segundos até eu conseguir usar o mouse. Então, nós ficamos com o “dock” e a barra de menus na tela, prontos para trabalhar. Esse tempo de arranque é melhor do que o do Kubuntu Jaunty numa máquina semelhante, mas não muito. Uma coisa que eu gostei foi do gerenciador de Bluetooth do OSX; pareou com facilidade com o iPhone e conseguiu usar o tethering (rotear a rede do celular via BT) com um único clique. O gerenciador de rede sem fio é muito semelhante ao network-manager do KDE 4.2. Aliás, muitas coisas são “irmãs” entre o OSX e o KDE – e as más línguas e o os macmaníacos da Latitude14 vão dizer que o KDE “chupou” do OSX mas eu não tenho certeza. No caso do GNOME, aquele menu superior e os diálogos “mudou, tá mudado, eu não preciso de clicar em nenhum Ok”, certamente são puxados também. Agora, o OSX tem uma outra coisa em comum com o GNOME, e que eu detesto: o pessoal da Apple sabe – ou melhor, acha que sabe – o que é melhor pra mim, e eu não tenho o direito de discordar. O caso clássico é o posicionamento dos botões “fechar, minimizar, maximizar” (x) (-) (+) à esquerda (ou como eu gosto de dizer, do lado errado ) da barra de título da janela. Alinhar o título pela direita como eu gosto, bem, nem pensar. “Botões de que?? Pregar janela acima das outras? Abaixo das outras? Em todos os desktops virtuais? Enrolar na barra de título??? Quequeisso meudels?!!!1one” é o que o pessoal da Apple deve pensar. Minha ação paliativa para evitar que meu cérebro exploda foi configurar os meus KDEs para que os botões fiquem na mesma posição do que o Mac, ou seja, do lado errado!

O Safari eu já conhecia do Windows. É um bom browser, contra o qual eu não tenho nada – o Flash funciona Ok, as páginas 1% decentes renderizam Ok. O Finder também é legal, e eu já conhecia a carinha dele porque, afinal, é a carinha do iTunes. Nada contra. O Dock me deixa meio desorientado às vezes, mas eu já estou-me acostumando, e até gostando – o que pode fazer com que, para me ajudar eu use um dock para KDE. Os “keyboard shortcuts” são diferentes e tão coerentes entre si que os do KDE, então, uma vez que eu consiga unificar isso, também não vejo problemas. Achei chato o Command-Tab passar de programa em programa e não de janela em janela... mas por outro lado, me faz usar mais o Exposé, que também é legal – e que eu já usava muito no KDE. A impressão via rede lá em casa não funcionou, mas eu posso ter configurado alguma coisa errado do lado do Linux também, e tenho que verificar isso primeiro (afinal de contas, é o CUPS falando com o CUPS).

Em poucas palavras: não, eu não traí o movimento – não mais que de costume, pelo menos – e o OSX é um sistema decente, mas eu ainda prefiro o KDE.

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@dttg July 03, 2009, 15:08 UTC-3 só fico no OSX e não no linux porq o primeiro roda ADOBE CS4!

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