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	<title>Joel Lobo</title>
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	<description>Joel Lobo's articles on Write4net</description>
	<pubDate>Fri, 10 Sep 2010 11:29:59 +0000</pubDate>
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	<item>
		<title>Noutro caso, advogado reage e atira em bandidos</title>

		<link>http://write4.net/1su</link>
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		<pubDate>Tue, 01 Jun 2010 13:26:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Joel Lobo</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[dn]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Uma tentativa de assalto a um advogado (identidade preservada), no começo da noite de ontem, no cruzamento da Rua José Vilar com a Avenida Santos Dumont, na Aldeota, terminou com dois acusados, ambos, adolescentes, baleados e presos. O tiroteio assustou os motoristas que passavam pelo local no momento do roubo.
De acordo com a Polícia, a vítima retornava de um clube de tiro e estava parada em seu veículo no congestionamento quando foi atacada pelos dois adolescentes armados.
Conforme o major PM Océlio Alves, comandante da 1ª Companhia do 5º BPM (Aldeota), quando os dois jovens anunciaram o roubo foram s...</p><a class="more" href="http://write4.net/1su">read more &#187;</a>]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Uma tentativa de assalto a um advogado (identidade preservada), no começo da noite de ontem, no cruzamento da Rua José Vilar com a Avenida Santos Dumont, na Aldeota, terminou com dois acusados, ambos, adolescentes, baleados e presos. O tiroteio assustou os motoristas que passavam pelo local no momento do roubo.</p>
<p>De acordo com a Polícia, a vítima retornava de um clube de tiro e estava parada em seu veículo no congestionamento quando foi atacada pelos dois adolescentes armados.</p>
<p>Conforme o major PM Océlio Alves, comandante da 1ª Companhia do 5º BPM (Aldeota), quando os dois jovens anunciaram o roubo foram surpreendidos com a reação do advogado, que, armado com uma pistola calibre 380, efetuou disparos contra os acusados.</p>
<p>Arma</p>
<p>O adolescente E.R.F, de 17 anos, foi atingido na mão, e J. S. A, da mesma idade, ferido no pescoço. Um revólver calibre 38 foi apreendido com a dupla. Os dois foram levados para o IJF-Centro. O Adolescente ferido no pescoço está em estado grave.</p>
<p>Após reagir ao assalto, o advogado se apresentou no plantão do 2º DP (Aldeota), entregou a arma, foi ouvido e liberado.</p>
<p><a href="http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=794053">http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=794053</a></p>]]></content:encoded>
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	<item>
		<title>Chega de saudade</title>

		<link>http://write4.net/1hS</link>
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		<pubDate>Wed, 07 Apr 2010 13:04:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Joel Lobo</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[eleicoes2010]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>A candidata oficial erra ao voltar-se para o passado com o intuito de forjar uma revanche na disputa particular de FHC e Lula
EM SEU PRIMEIRO discurso depois de deixar a Casa Civil, a candidata Dilma Rousseff insistiu na tentativa de comparar o atual governo com o anterior.
Não se sabe o que pesa mais nessa estratégia enviesada, se a obsessão íntima do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de se medir com o antecessor Fernando Henrique Cardoso ou a percepção de que é mais vantajoso para a representante da situação transformar eleições que decidem o futuro do país em avaliação de fatos passados.
Não é dem...</p><a class="more" href="http://write4.net/1hS">read more &#187;</a>]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>A candidata oficial erra ao voltar-se para o passado com o intuito de forjar uma revanche na disputa particular de FHC e Lula</p>
<p>EM SEU PRIMEIRO discurso depois de deixar a Casa Civil, a candidata Dilma Rousseff insistiu na tentativa de comparar o atual governo com o anterior.</p>
<p>Não se sabe o que pesa mais nessa estratégia enviesada, se a obsessão íntima do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de se medir com o antecessor Fernando Henrique Cardoso ou a percepção de que é mais vantajoso para a representante da situação transformar eleições que decidem o futuro do país em avaliação de fatos passados.</p>
<p>Não é demais lembrar que um brasileiro com 18 anos completados em 2010 comemorava 10 ao término do governo FHC -e era uma criança de dois anos quando o sociólogo tucano assumiu.</p>
<p>Esse hipotético cidadão não terá idade para lembrar em que país se vivia no início da década de 90. Mas, se procurar informações, saberá que coube a FHC, na sequência do impeachment de Fernando Collor, e ainda no governo de Itamar Franco, lançar um plano -depois de várias tentativas frustradas- capaz de superar o perverso ciclo hiperinflacionário que havia anos dilapidava a economia popular e impedia o desenvolvimento do país.</p>
<p>Se pretende incursionar pelo passado, poderia a candidata lembrar a seus potenciais eleitores que o Partido dos Trabalhadores negou sustentação ao presidente Itamar Franco e bombardeou o Plano Real. Ou seja, opôs-se de maneira pueril e ideológica a uma das mais notáveis conquistas econômicas da história moderna do país, que propiciou aos brasileiros pobres benefícios inestimáveis, sob a forma de imediato aumento do poder aquisitivo e inédito acesso ao sistema bancário.</p>
<p>Sabe bem a ex-ministra que se alguém nesses anos mudou de pele foi antes o PT do que o PSDB. O que terá sido a famosa "Carta aos Brasileiros" senão uma providencial e pública troca de vestimenta ideológica do candidato Lula -que, eleito, sob aplausos do mundo financeiro, indicou um tucano para o Banco Central (agora no PMDB) e um ex-trotskista com plumagem neoliberal para a Fazenda?</p>
<p>É um exercício vão buscar comparações e escolhas plebiscitárias entre gestões que se encadeiam no tempo. Os avanços e problemas de uma transformam-se em acúmulo ou em fatos acabados na outra. Ou será que faz sentido questionar como teria sido a gestão lulista se tivesse de formular um plano para vencer a hiperinflação, precisasse sanear instituições financeiras públicas e se visse obrigada a estancar uma crise sistêmica dos bancos privados nacionais?</p>
<p>O Brasil precisa pensar e agir com olhos no futuro. Nada tem a ganhar com a tentativa da candidatura governista de forjar uma revanche de disputas pretéritas. Se o presidente Lula não venceu a contenda com Fernando Henrique Cardoso em 1994 não será agora que o fará -pelo simples motivo de que nenhum dos dois é candidato. O governo que se encerra neste ano teve méritos inegáveis, mas muitos deles, é forçoso reconhecer, nasceram de sementes plantadas no passado.</p>
<p><a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz0704201001.htm">http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz0704201001.htm</a> (Restrito aos assinantes)</p>]]></content:encoded>
	</item>


	<item>
		<title>Hipocrisia eleitoral</title>

		<link>http://write4.net/1cV</link>
		<comments>http://write4.net/1cV#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 10 Mar 2010 11:41:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Joel Lobo</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[eleicoes2010]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>
BRASÍLIA - Lula, Dilma Rousseff e vários aliados governistas participaram de uma festa em comemoração ao Dia Internacional da Mulher, na segunda-feira, no Rio. O evento teve o indefectível patrocínio chapa-branca da Caixa Econômica Federal e da Petrobras.
No meio da badalação, a ex-senadora e hoje secretária de Assistência Social do governo fluminense, Benedita da Silva, fez um pedido explícito de apoio para a candidatura de Dilma Rousseff a presidente.
Segundo relato do repórter Chico Otavio, a frase de Benedita foi: "Não podemos perder este momento. Eu quero uma presidenta do Brasil. E o seu nome é D...</p><a class="more" href="http://write4.net/1cV">read more &#187;</a>]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[
<p>BRASÍLIA - Lula, Dilma Rousseff e vários aliados governistas participaram de uma festa em comemoração ao Dia Internacional da Mulher, na segunda-feira, no Rio. O evento teve o indefectível patrocínio chapa-branca da Caixa Econômica Federal e da Petrobras.</p>
<p>No meio da badalação, a ex-senadora e hoje secretária de Assistência Social do governo fluminense, Benedita da Silva, fez um pedido explícito de apoio para a candidatura de Dilma Rousseff a presidente.</p>
<p>Segundo relato do repórter Chico Otavio, a frase de Benedita foi: "Não podemos perder este momento. Eu quero uma presidenta do Brasil. E o seu nome é Dilma Rousseff". Em resumo: 1) era um evento pago com o dinheiro público; 2) Lula e Dilma estavam lá; 3) uma política petista pediu apoio para a candidatura governista.</p>
<p>Para completar, foram distribuídos leques de papel. Eram peças publicitárias ilustradas. De um lado, o desenho de uma moeda com o rosto de Lula e a inscrição "ele é o cara!".</p>
<p>Do outro lado, outra moeda com a imagem de Dilma e a frase "ela é a coroa!". O mimo era assinado por um sindicato filiado à CUT.</p>
<p>Ontem, o governo já havia alinhavado argumentos para se defender.</p>
<p>A Petrobras e a CEF não sabiam que o evento poderia ter cunho eleitoral. O leque foi produzido por uma entidade autônoma. Lula e Dilma não foram lá pedir votos.</p>
<p>Esse tipo de comportamento dissimulado só existe por causa de uma combinação nefanda entre uma lei anacrônica (fixando prazos para campanhas) e a hipocrisia geral dos políticos. É conveniente negar em público reais intenções com a desculpa de que a lei proíbe.</p>
<p>Essa anomalia só acabará quando o Supremo Tribunal Federal um dia for provocado e concluir pela inconstitucionalidade da lei que impede um cidadão de fazer campanha a qualquer tempo e época, sem usar recursos públicos -o que não é o caso atual do PT.</p>
<p><a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz1003201004.htm">http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz1003201004.htm</a></p>]]></content:encoded>
	</item>


	<item>
		<title>A imagem da caatinga</title>

		<link>http://write4.net/1bb</link>
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		<pubDate>Fri, 05 Mar 2010 13:16:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Joel Lobo</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[caatinga]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>A CAATINGA é o mais desprezado dos biomas brasileiros, devido à imagem de ambiente seco, pobre e sem vida. Não tem a exuberância da Amazônia, nem a importância do cerrado para o agronegócio. Não está ameaçada como a mata atlântica, nem pode rivalizar com a fauna do Pantanal.
Trata-se, porém, do único bioma que só existe no Brasil. A "mata branca" do idioma tupi, alusão ao ressecamento na longa estiagem, já ocupou um décimo do território nacional. Abriga ainda 510 espécies de aves e 148 de mamíferos, muito deles exclusivos do semiárido.
Entre 2002 e 2008 desapareceram 16.576 km2 de caatinga, área que equ...</p><a class="more" href="http://write4.net/1bb">read more &#187;</a>]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>A CAATINGA é o mais desprezado dos biomas brasileiros, devido à imagem de ambiente seco, pobre e sem vida. Não tem a exuberância da Amazônia, nem a importância do cerrado para o agronegócio. Não está ameaçada como a mata atlântica, nem pode rivalizar com a fauna do Pantanal.</p>
<p>Trata-se, porém, do único bioma que só existe no Brasil. A "mata branca" do idioma tupi, alusão ao ressecamento na longa estiagem, já ocupou um décimo do território nacional. Abriga ainda 510 espécies de aves e 148 de mamíferos, muito deles exclusivos do semiárido.</p>
<p>Entre 2002 e 2008 desapareceram 16.576 km2 de caatinga, área que equivale ao triplo do Distrito Federal. Quase a metade do bioma já foi destruída, em geral pelo mais arcaico dos usos de recursos naturais: extração de energia na forma de lenha.</p>
<p>Tais dados vieram à luz porque o governo federal finalmente pôs em operação um sistema para monitorar o desmatamento por satélite. O mesmo já se fazia na Amazônia (17% devastados), na mata atlântica (93%) e, agora, também no cerrado (48%).</p>
<p>O monitoramento ajuda a diagnosticar as ameaças à caatinga -sem ter o poder de afastá-las. É o bioma mais vulnerável ao aquecimento global, que traz o risco de aridez definitiva. Estão ali 62% das áreas sob ameaça de desertificação no Brasil, que já causa prejuízo anual de US$ 5 bilhões ao país. Não se trata, assim, de preservar a caatinga só por suas belas espécies.</p>
<p>Declarar a região patrimônio natural ou lançar um Plano Caatinga são atos louváveis, mas têm, porém, efeito tão efêmero quanto ações isoladas contra indústrias cerâmicas, de gesso e siderúrgicas que consomem a lenha ilegalmente extraída.</p>
<p>É preciso avançar na criação de unidades de conservação. Só 7% do bioma estão protegidos, contra 20% da Amazônia.</p>
<p><a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz0503201002.htm">http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz0503201002.htm</a></p>]]></content:encoded>
	</item>


	<item>
		<title>Os gigolôs de terremoto</title>

		<link>http://write4.net/1D6</link>
		<comments>http://write4.net/1D6#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 29 Jan 2010 20:14:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Joel Lobo</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[haiti]]></category>

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		<description><![CDATA[<p><a href="http://veja.abril.com.br/blog/augusto-nunes/direto-ao-ponto/os-gigolos-do-terremoto">http://veja.abril.com.br/blog/augusto-nunes/direto-ao-ponto/os-gigolos-do-terremoto</a>/
19 de janeiro de 2010
Até terremoto tem seu lado bom, imaginaram os estrategistas do Planalto no dia em que o Haiti acabou. Desde 2004 no comando da força de paz da ONU, ferido pela morte de Zilda Arns, de um diplomata e de 17 soldados, o Brasil conseguira com a tragédia o trunfo que faltava para assumir, livre de concorrentes, a condução das operações internacionais destinadas a ressuscitar o país em frangalhos. E então to...</p><a class="more" href="http://write4.net/1D6">read more &#187;</a>]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://veja.abril.com.br/blog/augusto-nunes/direto-ao-ponto/os-gigolos-do-terremoto">http://veja.abril.com.br/blog/augusto-nunes/direto-ao-ponto/os-gigolos-do-terremoto</a>/</p>
<p>19 de janeiro de 2010</p>
<p>Até terremoto tem seu lado bom, imaginaram os estrategistas do Planalto no dia em que o Haiti acabou. Desde 2004 no comando da força de paz da ONU, ferido pela morte de Zilda Arns, de um diplomata e de 17 soldados, o Brasil conseguira com a tragédia o trunfo que faltava para assumir, livre de concorrentes, a condução das operações internacionais destinadas a ressuscitar o país em frangalhos. E então tomou forma a má ideia: que tal aproveitar a favorável conjunção dos astros para fazer do Haiti um protetorado da potência regional que Lula criou?</p>
<p>Eufóricos com o surto de inventividade, os alquimistas federais transformaram o velório de Zilda Arns em comício e escalaram Gilberto Carvalho para o lançamento, à beira do caixão, do novo projeto nacional. A frase de abertura surpreendeu os parceiros de roda de conversa: ”O Brasil perdeu uma grande militante e ganhou uma grande padroeira”. Alheio ao espanto provocado pela demissão sumária de Nossa Senhora Aparecida, substituída sem anestesia pela fundadora da Pastoral da Criança, o secretário particular do presidente foi ao que interessava: “Devemos adotar o Haiti a partir de agora. Temos até uma mártir lá”.</p>
<p>“Vou me empenhar para que  Zilda Arns ganhe o Prêmio Nobel da Paz”, emendou Lula na roda ao lado. Expressamente proibida pelos organizadores do Nobel, a premiação póstuma foi autorizada uma única vez, para atender a circunstâncias excepcionais. Em 1961, o estadista sueco Dag Hammarskjöld, secretário-geral da ONU ao longo da década anterior, já estava escolhido quando, às vésperas do anúncio formal, morreu num acidente aéreo. Lula prometeu o que não acontece há 50 anos. Ou ignora a proibição ou se acha mesmo o cara.</p>
<p>Enquanto o chefe apoiava candidaturas impossíveis em cerimônias fúnebres, Nelson Jobim e Celso Amorim articulavam o movimento de resistência à invasão do Haiti por soldados e médicos americanos, armados de remédios, alimentos e equipamentos de socorro. A coleção de fiascos começou com a  tentativa de retomar o controle do aeroporto da capital. Quando preparava a contra-ofensiva, Jobim soube que os ianques estavam lá a pedido do governo haitiano.</p>
<p>Se não fosse tão desoladoramente jeca, o governo Lula teria aproveitado a vigorosa entrada em cena dos EUA para associar-se à única superpotência do planeta e aprender o que não sabe. No pós-guerra, por exemplo, os americanos organizaram a reconstrução do Japão e da Alemanha. O Brasil, que não consegue lidar nem com chuva forte, é um país ainda em construção. Mas o presidente acha que está pronto. E preferiu disputar com Barack Obama o papel de protagonista.</p>
<p>Passada uma semana, só conseguiu ficar ainda mais longe da vaga no Conselho de Segurança da ONU, como avisa o resumo da ópera publicado neste 19 de janeiro pelo jornal espanhol La Vanguardia: “O terremoto ocorrido há uma semana desnudou a incapacidade da Organização das Nações Unidas para fazer frente a um desastre de tais dimensões. A onerosa missão dos 8.300 capacetes azuis não serviu para nada no momento de enfrentar a emergência e organizar a ajuda aos haitianos. O Brasil, que tem aspirações ao status de potência regional latino-americana, mostrou, como coordenador das forças da ONU, incapacidade e falta de liderança”.</p>
<p>Enquanto os haitianos imploram pela salvação que teima em demorar, Celso Amorim continua implorando por audiências  com Hillary Clinton. Enquanto soldados brasileiros lutam pelas vítimas do flagelo, Nelson Jobim luta para prolongar por cinco anos a permanência no Haiti das tropas que visita quando lhe convém.</p>
<p>Tanto os brasileiros que morreram em combate quanto os que continuam no Haiti merecem admiração e respeito. São heróis. Políticos que ignoram o pesadelo inverossímil para concentrar-se em disputas mesquinhas são gigolôs de terremoto.</p>]]></content:encoded>
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