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Segunda, 11 de Maio de 2009 | 13:03 UTC-3 | | 3 comentários
(cc) 顔なし Como toda novidade, o Twitter ainda está envolto de mistérios e mistificações. Mas neste caso há um agravante: como esse treco é difícil de definir! (Minha comparação predileta: é um rádio.) Por isso tudo ainda não existe uma "twitiqueta" consagrada.
Não existe mas deveria existir: se você quer ir um pouco além do "uso Orkut" (isto é, só se comunicar com os amigos de sempre), vale a pena se esforçar para se fazer presente de forma positiva no Twitter. Pode ser um bom combustível para sua reputação, seu currículo e sua rede de contatos profissionais.
Compilei algumas diretrizes que, intuitivamente, percebo como boas práticas no uso do Twitter. Espero que, de alguma maneira, a lista contribua para o debate.
1. Não faça spam
É! Os spammers do Twitter são aqueles caras que seguem milhares de pessoas ao mesmo tempo, usando scripts robôs. O spam aqui é um pouco mais tortuoso do que o de e-mail, mas o raciocínio básico é o mesmo: quando alguém segue uma pessoa no Twitter, o seguido recebe um e-mail avisando do novo amigo. Ele fica curioso e, invariavelmente, clica para ver quem é o seguidor. Pronto, objetivo alcançado.
O spam do Twitter tem requintes de crueldade. Lida mais com a curiosidade das vítimas e exige delas um esforço maior - só é visto após clique.
Aliás, a meta do twiteiro spammer nem sempre é a mesma: ele pode seguir milhares de pessoas para obter seguidores, mas o objetivo pode ser simplesmente divulgar um único link. É o spam tiro curto, igual em tudo ao velho spam de e-mail.
2. Não faça auto-follow
Imagine a moça lendo mensagens de 32 mil pessoas. Pode ser manual ou automático, tanto faz. O auto-follow é a prática de seguir seus seguidores. A desculpa, em alguns casos, é a polidez: teoricamente, seria educado fazer isso.
Não, não é. O auto-follow é uma desonestidade. Quando se segue uma pessoa, está se passando a ideia de que o que ela produz no Twitter é interessante e será acompanhado com razoável atenção. Agora, seja sincero: é possível acompanhar 10 mil pessoas, por exemplo? Por isso, quem segue todos os seus seguidores é um mentiroso. Invariavelmente tais pinóquios ou sequer lêem o Twitter, ou criam perfis alternativos ou usam filtros (como os do Tweetdeck).
3. Escolha um caminho e o percorra
Não twite sobre todo e qualquer aspecto de sua vida. Escolha um e gravite em torno dele. A menos que você seja uma celebridade. Daí, sim, as pessoas irão seguir você justamente para saber como foi seu desjejum (até porque todo o resto de sua vida seus fãs já conhecem).
Para os demais mortais, vale a regra: escolha um tema que você domine e torne ele o centro de sua produção no Twitter. Pode twitar sobre outras coisas, é claro, mas faça com parcimônia - lembre-se sempre que é por um assunto em especial que desconhecidos irão segui-lo. Fuja muito desse tema e você perderá um leitor.
4. Pegue leve...
Não exagere na quantidade de tweets. Todos nós passamos nossos dias driblando a falta de tempo para nos informar. Reservamos, com esforço, cinco minutos antes do almoço para bater o olho no TwitterFox e, se der tudo certo, tentar resolver a fila do Google Reader.
Nesse contexto, nada mais terrível do que se deparar com centenas de tweets do mesmo autor. É block ou unfollow na certa. Para evitar, segure seu entusiasmo. :) Alguns tweets por dia já são suficientes. Sugestão? Pare no décimo.
5. ...mas não desapareça
O contrário também é válido. Não fique dias a fio sem escrever nada. Quando seus seguidores fizerem a inevitável faxina de contatos, nem vão se lembrar de você. Adeus, leitor.
No mínimo, twite uma vez por dia. Está sem inspiração? Nada de dar "bom dia" a todos. Retwite alguma mensagem bacana. Tem muito mais valor.
6. Cite
Aliás, falando em retwitar: de vez em quando, vale a pena citar algum blogueiro ou articulista conhecido, estilo "opinion maker". Faça com sinceridade: se gostar mesmo do que ele disse, se achar que tem sinergia com o que você pensa e costuma publicar, twite o link.
Não se esqueça de colocar o crédito no estilo Twitter: encontre o username dele e o escreva no tweet, precedido de arroba (@). É que assim ele será avisado da menção e poderá entrar em contato com você. Funciona muito melhor que somente segui-lo, por exemplo.
7. Comente
Passar link é legal e já, por si, agrega valor (é a famosa "curadoria"). Mais legal ainda é comentar o link que você passou. Elogiar o link é bom ("artigo interessante"), mas vá um pouco além: concorde, discorde, realce um trecho.
Às vezes um mesmo link é repassado milhares de vezes no Twitter. Se você der um insight extra, até um assunto batido ganha novo interesse. Seus leitores vão adorar.
8. E, principalmente, produza algo original
(cc) Extra Ketchup Retwitar é legal. Citar é ótimo. Comentar é sensacional. Mas nada se compara à produção original. Existe todo um mundo de diferença entre um comentarista e um criador.
Faça um teste de tornassol básico: dê uma olhada na lista de twiteiros mais seguidos em português, compilada hoje mesmo pelo Cris Dias. Dos 15 primeiros, apenas 2 não são criadores de conteúdo original.
(São eles: a Twittess, a Paris Hilton twiteira, e o Júlio Yam.)
Não é blogueiro? Não tem problema. Seu conteúdo original pode ser uma foto publicada no Flickr ou no TwitPic. Pode ser um vídeo do YouTube. E, para textos, ferramentas como o Write4net podem ser bem úteis.
Não deixe de escrever só porque você não tem um blog ou um site. Teve uma boa ideia? Tire uma foto, faça um vídeo, escreva um artigo, dê um jeito. O importante é produzir: é bom para o Twitter, para a internet e principalmente para você.
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