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Sexta, 15 de Maio de 2009 | 14:06 UTC-3 | | Sem comentários
Ao invés de passarinhos, o Meme tem cachorros. Ontem vazou o próximo lançamento do Yahoo!: o Meme, uma espécie de mistura do Twitter com o Tumblr. Está repercutindo bastante, principalmente no Brasil, porque o projeto até agora parece ser brasileiro (ou o Brasil foi escolhido como mercado de estreia).
O Alexandre Fugita comentou um pouco no Startupi e matou a charada quando fala do limite grande de caracteres do Meme (2800). Eu já comentei antes que boa parte da magia do Twitter se dá pelas mensagens curtas. Elas recortam o tempo em fatias pequenas e tornam efetiva a possibilidade de se comunicar em tempo real.
Além das mensagens longas, o Meme tem também recursos multimídia, como fotos e vídeo (conforme relatados pelo Alex Primo, que está testando o serviço).
No geral, o Meme me parece exatamente uma extensão do Twitter, mas sem os usuários. Uma das belezas do Twitter é o fato de ele ser "pelado", sem recursos - mas aberto. É como uma grande de rede de canos nos quais você pode passar qualquer coisa. O importante do Twitter é essa rede.
Fotos? Twitpic. Vídeos? VidTweeter. Textos maiores? Write4net. Todos eles usam a rede, enorme, já existente, do Twitter. Não gosta deles? Crie o seu serviço - a API é aberta.
O Yahoo! usaria a rede de usuários do Twitter? Nunca. Lembremos que o Yahoo! foi um dos maiores impulsionadores do Google, lá pelos idos de 1998. O Yahoo!, então, não era um spider de busca, mas um catálogo. Para buscas cujos resultados no catálogo eram ruins, o Yahoo! utilizava outros serviços - um dos últimos, o Google.
Na prática, todos os dias o Yahoo! passava milhares de usuários para o Google. Em algum tempo os internautas deixaram de usar o Yahoo! e foram diretamente ao serviço do Google mesmo. Hoje o Google é o que é... e o Yahoo! é o que é também.
Moral da história para o Meme: o gato escaldado Yahoo! prefere criar um serviço totalmente redundante - e vazio - a sair da muralha na qual se enquartelou depois de vitaminar o Google. Infelizmente não vejo futuro nesse tipo de atitude.
Quer publicar artigos como este de maneira fácil, ágil e grátis? Clique aqui!Página gerada em 31 de Jul de 2010, 16:35:00