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Domingo, 17 de Maio de 2009 | 02:19 UTC-3 | | Sem comentários
Dureza ler todo o noticiário de web e tecnologia? Muita coisa, pouco tempo. Mas há uma chance: nosso mastigadão ;-)
A revolta dos twiteiros
(cc) adobemac No mundo da "mídia social" o que mais chamou a atenção nesta semana foi - tipicamente - um evento protagonizado pelo público e não por grandes empresas ou personalidades. Na quarta-feira, 13, os usuários do Twitter se mobilizaram por conta de uma mudança no sistema de respostas. Modo de protestar: quem estivesse descontente deveria twitar algo com a hashtag #fixreplies. A chiadeira foi tão grande que #fixreplies virou "top trend" do próprio Twitter.
A questão dos replies vem de uma complexidade desnecessária do Twitter. Acho o recurso oficial de reply absolutamente dispensável - sua implementação não foi boa e é impossível rastrear com eficiência o fluxo de respostas. Nesse cenário, a citação com @ já é suficiente e isso, ao meu ver, torna o reply uma carga tecnológica inútil para o sistema. E como a equipe técnica do Twitter obviamente sabe disso, fez a mudança.
Mas a voz do povo twiteiro é a voz de Deus: o Twitter não chegou a voltar atrás mas optou por uma solução intermediária. Foi o primeiro grande desgaste de relações públicas da atual queridinha do Vale do Silício. E mostrou o poder das revoltas virtuais.
WSJ impõe regras internas de mídia social
(cc) elston A Dow Jones - que engloba, entre outras empresas, o Wall Street Journal - enviou aos seus jornalistas, nesta quinta-feira, um e-mail com novas diretrizes de conduta. A maioria delas relacionada a Twitter, Wikipedia e mídias sociais em geral.
As regras, que podem ser lidas na íntegra aqui, em geral são bem severas. Os repórteres não devem comentar sobre as matérias que estão realizando nem defender suas reportagens já publicadas. Devem evitar dar qualquer opinião, para não serem criticados como "tendenciosos", e devem separar muito claramente "trabalho e diversão" em seus comentários na web.
O jornalista Steve Buttry comenta item por item. Em geral a lista foi considerada exagerada e distante da realidade da internet.
Embora a lista possa ser restritiva mesmo - reflexo, para mim, tanto de desconhecimento do meio quanto de impaciência com ele - considero que, do ponto de vista do jornal, faz todo o sentido impor algumas regras. Ser totalmente liberal nesse ponto equivale a ignorar a "mídia social". E daí o resultado é pior.
Os primeiros passos do Wolfram|Alpha
Resumo: foi lançado na sexta-feira o Wolfram|Alpha, a "máquina de conhecimento computacional" do cientista/matemático/gênio Stephen Wolfram. É um produto fascinante: você escreve uma frase (ou uma pergunta) na tela do W|A e ele retorna não uma lista de links, mas o conhecimento que você deseja já estruturado. (Por exemplo: compare dados de Brasil, Itália e Suécia.)
Mais detalhes? Aqui :)
Rapidinhas
Esta é a roda maravilhosa do Google, que mostra graficamente termos relacionados. Searchology: é o nome do evento do Google sobre buscas. O último foi nesta terça. E a empresa de Mountain View anunciou duas novidades interessantes. Uma já está no ar, pelo menos na versão em inglês do site: são as opções. Faça uma busca e você irá ver um link "Show options". Esse link irá permitir a você filtrar os resultados ou visualizá-los de maneiras diferentes (como a "wonder wheel").
A outra novidade é o Google Squared, que ainda não estreou. Ele mostra o resultado das pesquisas em um formato tabular, estilo planilha. Além disso, ele não retorna páginas mas informação pura e comparada - como o Wolfram|Alpha. Parece promissor.
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